domingo, 21 de abril de 2013

POEMA VAGUEI

   


VAGUEI

Quis saber quem um dia serei
A sonhar, a meditar
Vaguei
Sonho meu vem-me animar
Sempre o fizeste, eu sei
A branda loucura sempre andou a sonhar
O que fui, jamais inventei
Continuo a amar
Vaguei
O que sou, amava sublimar
Como nunca se será perfeito meditei
Na forma de melhor navegar
Vaguei
Por vielas e calçadas deste revolto mar
Para encontrar a íntima paz meditei
Como é bom um giro para serenar
Novas caminhadas matinais, encetarei
Para a paz sufragar
Perambularei
Com o gosto a me animar
Vaguei

Daniel Costa


sexta-feira, 12 de abril de 2013

POEMA VACUIDADES

 
VACUIDADES

Descortinamo-las em todas as sociedades
Devemos bani-las do imaginário
Despir-nos de vacuidades
Deste mundo que devia ser mais societário
Onde existem verbosidades
A esconder algo vário
É como querer esconder, com peneira, realidades
Querer ser sectário
Lutemos por desnudar vaidades
Nada de estar preso ao seu mundo precário
Serão muitos a querer fazer passar seriedades
Lutemos por mundo onde a verdade se torne fadário
Se excluam inverdades
O amor humanitário se torne lendário
Onde apenas tenham lugar amizades
Que a palavra inveja deixe de ter lugar no dicionário
Lutemos e amemos com todas as potencialidades
Por um mundo só e apenas vero, seja revolucionário
Onde se acabem de vez vaidades
Estas só terão lugar num muno imaginário
De uma vez, por todas lutemos para acabar com vacuidades
Que também será mal sanguinário
Vacuidades!...

Daniel Costa

POEMA PRMESSA DE AMOR



PROMESSA DE AMOR



Promessa de amor
Pode sentir-se com emoção
Como um penhor
Quantas vezes ilusão?
Depois de passado o fervor
Restará o desamor de um furação
Promessa de amor
Na rota, na senda da união
Será como um louvor
A ser tratada com meticulosa atenção
A vida assim tem mais calor
Corações a saber amar na perfeição
Suavidade e pundonor
Dois corações configurarão
Promessa de amor
Que firme manterão
Num perfeito louvor
Numa bonita convicção
A fazer desabrochar a flor
O florir duma vasta união
Promessa de amor
Formosura de eleição
Promessa de amor
A que Deus dará sua bênção

Daniel Costa

domingo, 7 de abril de 2013

DIA INTERNACIONAL DA MULHER






 
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Oito de Março não é um dia qualquer
É como um dia de flores, rosas fazem sentido
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
O dia começou a ter lugar no passado século
Evocando flores, esses amores que embelezam
Compõem qualquer séquito
Como as crónicas rezam
Primeiro nas Rússias, como banalidade política
Num século em que as guerras frias se revezam
Em que as mulheres do Novo Mundo da analítica
Lutam pelos seus direitos de igualdade
Deram lugar ao que designamos por feminismo
Nos dias de hoje todos havemos de dar as mãos
Que acabe a necessidade de focos de lirismo
Como poeta que gosta de evocar mulheres
Gosta de sentir as mulheres como bonitas flores
A mente deambula, mais pelo mundo Lusíada
Em todas as mulheres encontro uns amores
Porém elejo a mulher nordestina
A que mais encontro a lutar, em actividades sem pudores
Actividades sociais que bem domina
Coordena bem com ou sem louvores
Com o papel de mulher amante de estima
Mulher mãe desvelada com seus amores
Mulher trabalhadora, sempre lutadora
A mulher criadora a adorar flores
Mulher, quando necessário, sofredora
Simplesmente mulher
Mulher ternamente sedutora
Com se quer, uma mulher!...
Sempre todos os dias intimamente o serão:
DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Daniel Costa

terça-feira, 2 de abril de 2013

POEMA LEALDADE


LEALDADE

Falta de seriedade
Embrulhada em mistificação
Personifica deslealdade
É duro e ledo engano
Não sendo rara a sinceridade
Deve merecer atenção
Temos de sentir límpida verdade
Na longa caminhada
Poderemos ter de tratar com a insanidade
Encontraremos bastantes factores
Que poderão não configurar maldade
Pela insanidade de mistificação
Tábua rasa da lealdade
Serão muitos os que a usarão
Em variados sofismas de maldade
No amor, a verdade deve ser eficaz
Ser facto a lealdade
Será sempre feliz recordação, ainda que fugaz
Enquanto durar trará felicidade
Logo depois, a mente ficará mais sagaz
Para discernir a verdade
Excluir ilusão, aparentando ser eficaz
Se mais uma vez se verificar insanidade
Deve desejar-se ser capaz
De conviver apenas na pura humanidade
Deuses!... Temos de merecer o diamante
A safira da lealdade
Terno amor não fugaz
Lapidado da mais fina lealdade

Daniel Costa


POEMA ORA FAVAS


ORA FAVAS!

“No tempo da fava
a mãe não faz nada
no tempo da ervilha
nem a mãe nem a filha”

Vai á fava, vai à malva
O aforismo fazia sentido
No século passado, vai à fava!
Na Primavera era de menu diário
Se descascavam e a mãe as cozinhava
Saca cheia, saca vazia
Em grande extensão se criava
Diariamente grande taxada se cozia
Com chicharro seco, regadas a azeite
Era deleite, se comia
Comida de plebeu
Manjar de rico parecia
O faval todos dias ficava devastado
Ao outro dia
Aparecia renovado
Saca cheia, saca vazia
Ficavam sobras, para secar no eirado
Aconteceu num belo dia
Da mãe era acompanhado
Teria nove anos apenas, cegar as costaneiras
Me divertia, naquele dia a parecer aziago
A foice uma canela perfurou
As costaneiras para cozer o pão serviam
O sangue jorrou
Tranquila a mãe não se desmanchou
Com um pedaço de casca da seca fava o estancou
Fixando ali o pedaço da casca
Que só caiu quando o buraco sarou
Terminou aí a saga
Verdade seja dita
Aprender quando se vai à fava!

Daniel Costa

POEMA A PITONISA



A PITONISA

Longe talvez de ser à guisa
Na imaginação voei no tempo
Regredi ao da pitonisa
A do oráculo de Delfos
De quem falaram antigos sábios e escritores
Como Platão, Heródoto, Plutarco, Xenófonte
Não mencionando outros grandes senhores
De quem se bebe cultura como água numa fonte
Era visitada, por quem a cumulava de louvores
Que ela me cicerone para que conte!
No seu santuário e oráculo
Era muito amada por visionar largo horizonte
Sempre consultada sem qualquer obstáculo
Seria como que a deusa da saberia
Também ela viajou no tempo vernáculo
Terá acontecido um dia
Terá viajado até à praia da Aldeia do Meco
Nas suas arribas de argila, mexia
Dali avistava a grande extensão de areal, de praia
O vento nem bulia
Num coração desenhado na areia reparou de atalaia
Tinha letras, cujos caracteres lia
… Continua no ar, teria sonhado a catraia?
Então olhou para outro lado
De repente passou a avistar já outra praia
Parecia, uma melodia, um fado
A argila, além da falésia, na praia vislumbrava
Não somente o coração estava grafado
Coisas da pitonisa bem fadada!
Oh imaginação de loucura!
A pitonisa no tempo e no espaço viajara

Daniel Costa