sexta-feira, 10 de maio de 2013

POEMA CLARIVIDÊNCIA



CLARIVIDÊNCIA
Premonição não é uma ciência
Vou dizer: telepatia!
Pode se ser um estado de clarividência
Desenvolvimento de alquimia
Desperta uma consciência,
Num estado de parapsicologia
Painel de evidência
Visão e estatuto espiritual, diria!
Fundo da sua essência
Como uma Avé - Maria
Grande amor pelo mundo e vivência
 
A “santa” inquisição desdizia
Fustigava sem clemência
Que era doença não intuía!
Chamava demoníaca demência
Ao que se sabe hoje ser epilepsia
Clarividência
Será premonição todavia
Hoje, a doença virou irreverência
Passou a ser mania
De clarividência
 Estudada como se escrevesse poesia
O poeta teve a oportunidade, de sentir a demência
Espasmos e porte somânbulo, era o que via
Para quem necessita de muita clemência,
Para seus ideais de fantasia
Meus amigos: os espasmos, dão lugar a prepotência!
Poderá ser, como que, fobia
Nada tem a ver com clarividência
Bem via!...
Daniel Costa

POEMA HOMENAGEM

 
HOMENAGEM
Ajudai-me a entregar uma mensagem
S. Crispim, sendo o teu dia a quatro de Junho
Queria ir longe, prestar uma homenagem
Sabes? também Severa Cabral
A escritora, leva sempre vantagem
Festeja hoje o seu aniversário, a quatro de Junho
É detentora de uma magistral imagem
No seu canto: FOLHAS DE OUTONO
Muito mundo passa por lá em romagem
Seduzido, simplicidade dessa sensata mulher
A saber fazer passar uma fresca aragem
Mente reluzente
Emprestando a sua própria imagem
A quatro de Julho aniversaria
Lá deixou sua amizade e lealdade, sua vantagem
Severa Cabral sempre alegre
Não estou só, muitos estão nesta viagem
Para viver muitos (as) com ela procuram aprender
Como eu, escrevem em sua homenagem
Aceita, Severa, meus parabéns
Mulher dinâmica, mulher coragem
Daniel Costa

POEMA TEMOS DE ACREDITAR

TEMOS DE ACREDITAR

Não devemos duvidar
Confiando e desconfiando, sim!
A divisa é sempre amar
É primordial cá por mim
Há quem goste de serenar
Depois de criar dilema com foros de ruim
Como é bom reconquistar!
O amor é assim
Temos de acreditar
Havemos de amar, por fim
De fazer serenar
Fazer saber que gostamos enfim!...
A gaiata se fará amar
Felicidade é agir assim
Nada se faz sem gostar,
Dela, por ela e por mim
Temos de crer e acreditar
Num anjo benjamim
Nas noites de profundo luar
Temos de ver o amor assim
Em todos os dias e noites amar
Acreditar,  nem que seja num anjo querubim
Aquele que nos deseja visitar
Como gosta, por fim!
Havemos sempre de trilhar,
Vaguear por caminhos de marfim
Temos de sempre de acreditar
Numa gaiata, numa flor de jasmim!

Daniel Costa

POEMA ISABEL

Ascensor do Lavra, que serve a Pena
 
POEMA ISABEL

Na mesma freguesia do Torel
A da Pena, em Lisboa
Viria a nascer uma Isabel
Maria Isabel Anjos
A simpática e fiel
Se deixou de morar em Lisboa
Não foi para uma Babel
Trabalha na capital
A mulher morena Isabel
Pontua num balcão dos Correios
Sempre a exibir a sua simpatia de mel
Tem a sua filha de nome Daniela
Teríamos mais um Daniel
Se tivesse nascido homem
Porém, não está nesse carrossel
Daniela terá a doçura de sua mãe
A simpática Isabel
Isabel não saberá
Com esse nome, todo o ser, será fiel
Ah!... A seu modo, o poeta
Há muito admira a simpatia de Isabel
Como há muito admira
A funcionalidade doucel
A natural proximidade
Dessa grande empresa - Babel
De agentes dos Correios
Como é a Maria Isabel
Signo Leão a fazer valer atenção
Desejo homenagear a funcionalidade sem tropel
Afastando pensar em exclusividade
 Evocando Isabel
Daniel Costa

sábado, 4 de maio de 2013

POEMA SONHO MEU


Foto saida na revista Plateia de 18 de Março de 1967
A contar da direita, Vitoriano  Rosa (representante do Director), 
Daniel Costa e António Alcaraz, em representação da então Fábrica Gráfica,
Bertrand & Irmãos, no almoço de aniversário da Agência Portuguesa de Revistas
Meu quarto livro
SONHO MEU

Era noite escura como breu
Desencontros
Sonho meu
Foi como duma era de apogeu
Tinham imaginado o Zip Zip
No espaço quem azougado, o encarnava era eu
Todo dia subia a escadaria
Sonho meu
Votei a subir de chinela no pé
Subia ligeiro como para o céu
Agora a escadaria era moderna
O soalho ficava ao léu
Foi assim que lá caiu a chinela
Provas revistas por autor meu
Com a pressa de entregar ao Cabelo
Não sorriam: era o nome chefe de turno do tempo de Zebedeu
Salão de composição, letragem a chumbo quente
Deus do céu
Sonhei com a modernidade do tempo
Só ao chegar a casa dei por estar com o pé ao léu
Sonho estranho, sonho de retrocesso
Naturalmente, inverso, do tempo do Orfeu
Como em todos sonhos acordei e sorri feliz
Sonho meu
Deus assim o quer, que recordasse quis
Um anjo encarregará de secundar
O moderno relacionado este sonho meu

Daniel Costa

POEMA IMAGINÇÃO



 


IMAGINAÇÃO

 Haverá fascinação
Até intermitência
 Imaginação
Laivos de demência,
Libertando a obrigação
Apetência,
Apetência de destruição
Incoerência
Versão
Minutos de penitência
Insana inquisição
Impertinência
Remissão
Resistência
Ocasião
Indecência
Imoderação
Impertinência
Imperfeição
Deficiência
A que diremos não
Com verdade e eloquência
Depois de ponderação
Virá nova florescência
Fascinação
Aquiescência
Antes do verão
Advertência
Depois de desilusão
Persistência
 Doentia maginação?
Vivência
Virá, sana orientação
Resistência
… Imaginação!...

Daniel Costa

 

POEMA SERENIDADE




SERENIDADE


Passou a tempestade
A que o optimismo confere boa aragem
A dar lugar à serenidade,
De esperar nova viagem
Sempre na senda da verdade
É preciso estar fora da voragem
Deixar a compassividade
Ainda que, difícil usar bagagem,
Agir com mental agilidade
Carregar a fundo na embraiagem
Acabar com a aparente passividade
Quando é necessário usar triagem
Certa comicidade,
Poderá desfazer uma imagem
Ficando em causa a credibilidade
De eterna rodagem
De não menos eterna alacridade,
Perdoar aos que mal agem
Quantas vezes por egocentrismo, ansiedade,
Pensamento centrado noutra reciclagem
Redundante deslealdade,
Desenfreada voragem
Enfrentado a autenticidade
Levedando a derrapagem
Bendita serenidade
Eterna coragem:
- Eis o valor da azougada serenidade! 

Daniel Costa