terça-feira, 17 de setembro de 2013

POEMA AMOR DE SOLUÇO





AMOR SE SOLUÇO


Sem rebuço,
Amor de paixão penitente,
Amor de soluço,
Amor total presente,
Pareceu o encantador cantar do cuco,
Como se fora eterno e persistente,
O soluçar, é de louco,
A parecer loucura de vidente,
Assomou após a refeição, pondo-me ruço,
Amo e fico sempre, presente,
Fiquei tranquilo numa rede de baloiço,
Igualando o asceta penitente,
Até acalmar, e abafar o soluço,
Foi então que sorri, como gente,
Já pude ir em busca da beleza, cómico,
Fora o soluçar, de ar intermitente!
Em jeito anatómico,
Unilateral, por vezes dolente,
O devo considerar caduco,
O dominei com momentos de respiração ausente,
Sempre que preciso ser forte, luto feito mouco,
Foi assim que me encontrei, numa galeria presente,
 Incarnada numa mulher, cujo olhar me pôs vivaço,
Bonita, como uma flor, alegrava o ambiente,
O meu coração, bateu como louco, se eclipsou como aranhiço,
O pensamento me perseguia, ambivalente,
Pareceu que uma fada boa, lançara o feitiço,
Feitiço conducente a ficar apaixonado, seria presente?
Amor de soluço!
Amor surgido de repente, ardente,
Amor de soluço!
Amor em estado permanente!


Daniel Costa


 

domingo, 15 de setembro de 2013

POEMA AMOR GRACIOSO



AMOR GRACIOSO   

Amar alguém, é gostoso,
É alento, para seguir viagem,
Amor gracioso,
Em qualquer margem,
Amar é sempre um bem precioso,
Ser correspondido, é como fresca aragem,
O cruzamento de olhares é amistoso,
O olhar sempre será linguagem,
 Nas despedidas é fervoroso,
Os olhares se cruzam, em desejos de boa acostagem,
Quando o azul e branco ondulam, num tom airoso,
Por tempo indeterminado, o coração fixa a imagem,
A felicidade, assoma, em tom amoroso,
Jamais imagina, o regresso ser miragem,
Confia enquanto fica, como que, ansioso,
Espera o regresso, para fazer nova romagem,
Para premiar a amada em enleio vistoso,
Deseja que ela sinta, não ter havido clivagem,
Seu anseio, vigoroso,
Festa simples, porém de alta voltagem,
Desejo de amor talentoso,
O regresso a ser como vantagem,
O amor sentido, mais afetuoso,
Ausência sentida como modelagem,
Cada regresso será sempre vaporoso,
O amor a parecer de nova linhagem,
De mais graciosidade, mais gracioso!
A ausência é dom de fazer sentir o amor modelagem!
Amor gracioso!
Amor de lapidagem!

Daniel Costa

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

POEMA AMOR DE QUARENTENA



AMOR DE QUARENTENA   

 O jeito de novena,
Envolve o romântico, sentimental,
Amor de quarentena,
Amor natural,
Mulher bonita e serena,
Acontecimento acidental,
Encarado como cheiro de açucena,
Amor fenomenal!
Foi o que soou da cena,
O ambiente observado era natural,
É como encarar o trenó puxado por uma rena,
Numa imagética imagem de Natal,
Que sempre acena,
Contracena a minha volúpia mental,
Como fada de Cartagena,
Com o bonito sorriso sideral,
Pareceu sonho de antena,
Sonho ao volante, sobre assento de cabedal!
Soletrei um – Ena!
A visão foi acidental,
Resultou paixão, definida em fonema,
Seria amor, intercontinental?
Amor de sentimentalidade plena,
Senti, por ela, um carinho monumental,
A loira, com a sua encaracolada melena,
Me olhou, com sorriso ornamental,
Amor de quarentena,
Terá sido acidental,
Porém, amor de deusa terrena,
Amor de quarentena!

Daniel Costa

domingo, 8 de setembro de 2013

POEMA PEDRA ANGULAR




PEDRA ANGULAR    

Ao amor se pode veicular,
O brilho do diamante,
Pedra angular,
Mulher, beleza faiscante,
O que poderá fazer um colar!
Tornar um colo marcante,
Marcante, a brilhar,
Belo, é oferecer um à mulher amante!
Mais, é amá-la, imaginando-a num altar,
Eternamente brilhante,
O meu amor a solidificar,
Ao meu  olhar, sempre será embelezante,
O diamante a eternidade, não irá vislumbrar,
A minha pouca riqueza, perdurará fascinante,
Eternamente a brilhar,
A pedra gema acabará por ser insignificante,
Faltará o amor a dignificar,
Dirá o poeta delirante,
De brilho no olhar!
A mulher, sua amada, ele a deseja brilhante,
Enquanto as suas letras está a rabiscar,
Por sua vez, ela está sempre interessante,
Com o seu simples colar,
No seu vestido ondulante,
Ainda que num campo, despido, milenar!
O poeta a olha triunfante!
Pedra angular!
O sonho de amor militante,
Seu desejo - Pedra angular!

Daniel Costa
 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

POEMA JAMAIS A ESQUECEREI


 
JAMAIS A ESQUECEREI 

Sempre a amarei, eu sei!
Esquece-la jamais,
Jamais a esquecerei,
Mais os seus, os nossos, rituais,
A mulher que sempre amei,
Que em termos formais,
Eternamente amarei,
Ainda que, em espaços unilaterais,
Sempre com afã de um rei!
Tornando, atos de amor reais,
Em tudo visando a grei,
Falei em unilaterais?
Então reparei no amor de lei!
O coração exige sempre muito mais!
Apenas ensaiei,
Os amores devem ser bilaterais!
É evidente... Versejei!
Os amores desejam-se normais,
Em pêndulos os transformar, jurei,
Desejo fazer sentir atos celestiais!
À mulher que eu amo, versos cantarei,
Ela é rainha e ser preterida, jamais!
Eu poeta sonho com uma serenata, onde estremecerei,
Ao ver o gozo dela, da surpresa, ao ver castiçais,
Por ambientes a parecer sobrenaturais providenciarei,
 Disse sobrenaturais?
Com a ideia serenei!
O nosso amor ficará nos anais,
Ele é puro merece - todos os obstáculos vencerei,
 Esquecê-la jamais!
Ela para sempre é a minha deusa, eu a ela me doei,
Sinto o mundo dela muito meu, o meu todo a ela oferecerei!
Jamais a esquecerei!
Jamais a esquecerei!
Jamais a esquecerei!
 
Daniel Costa

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

POEMA GRADEZA E SIMPLICIDADE



GRANDEZA E SIMPLICIDADE  
  

Olhem a verdade!
Olhem a grandeza!
Grandeza e simplicidade,
Vida de beleza,
Grandeza e felicidade,
Ela se apresenta com leveza,
É a sombra da igualdade,
Estatuto de alteza,
Alteza de solenidade,
Culto de singeleza,
Mulher de bela serenidade,
Mulher de franqueza,
Mulher de humanidade,
Minha princesa,
Deusa de verticalidade,
Esteio de deusa da leveza,
De eterna bondade,
Adoro a sua lhaneza,
A sua tranquilidade,
Equilibro e mental destreza,
Sagacidade,
Moderna alteza,
Despida de ansiedade,
Faz dela o amor, que se preza,
Preza sem leviandade,
Se deixa amar, por quem por ela reza,
Sente a pureza do amor, de amizade,
O meu coração de amor, embeleza,
Grandeza e simplicidade,
Minha romântica Veneza!
Grandeza e simplicidade!
Daniel Costa

domingo, 1 de setembro de 2013

POEMA VERDE, VERMELHO E AMARELO




 



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VERDE VERMELHO E AMARELO   

Do amor a fidelidade revelo,
Amaria poder basear-me nas constituições.
Verde vermelho e amarelo!
A mesquinhez, fez delas, convenientes desuniões,
Para, enganar o povo singelo,
Apelando ao voto em tempo de votações,
Depois ganhando, troçam da sua fé, que dirão de polichinelo,
Medíocres, inqualificáveis a vencer aos milhões!
Tomam o poder, depois o povo que
Mais ninguém ouve, como se passasse a gelo,
Dizem, terá novas eleições!
Verde, vermelho e amarelo!
No Brasil o Papa Francisco fez abanar as socias discriminações,
Ele foi embora, o italiano “Fratello”!
Mas, Deus, as constituições!
Das alterar, têm medo de provocar o degelo,
Entre senhores e o povo, os ditos vilões!
Jamais valerá, qualquer apelo?
Cairia o Carmo e a Trindade e todas as estátuas do imortal Camões!
Verde, vermelho e amarelo!
As cores se unem, em amor como bastiões,
Unem o povoléu com amor belo,
Com a miscigenação desde há gerações,
Cultura entre países, em irmandade e linguagem? Fica eterno libelo!
Só férias e mordomias, interessam aos barões,
Oh meu povo! Amem o semelhante, com amor a ser desvelo!
Amem sempre, mas digam, façam, mostrem antes de eleições,
Verde, vermelho e amarelo!
Depois prometam e deixem de ser camaleões,
Mostrem que valem, na mesa, o seu desvelo,
Se reúnam em perfeitas uniões, para alterar constituições,
Verde, vermelho e amarelo!
Existem dúvidas? Gostam de ser poltrões?
Verde, vermelho e amarelo!
Está aqui um poeta, que sabe amar uma mulher, sem distinções,
 A pensar sem ambições de fazer girar um mundo de desvelo,
A pensar nas dificuldades que sentiram, seus cerca de duzentos patrões,
 Amor, verde, vermelho e amarelo!
Daniel Costa