segunda-feira, 6 de novembro de 2017

POEMA QUANTO CUSTA A SAUDADE


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QUANTO CUSTA A SAUDADE?

Quanto custa a saudade?
Sentimento bem português
Clamor de imortalidade
 Choradinho do fado, igualha de burguês
Balbucio de afabilidade
Com gemidos e ais a persegues
Quanto custa a saudade?
Tu que a vives e segues!
Sustentando a ansiedade
Com os sonhos consegues
Dando-lhe olor e a aromaticidade
Ainda que humor empregues
Quanto custa a saudade?
Sustentada a salamaleques
Aguardada no cais da capacidade
Dos sempiternos destaques
Desejando com compatibilidade
Semi - deus dos baluartes
Quanto custa a saudade?

Daniel Costa

sábado, 4 de novembro de 2017

POEMA PAULA OLIM


Foto de Daniel Cordeiro Costa.

PAULA OLIM

Paula Olim
De leão signo
Mulher… canteiro de jardim
Íntimo fidedigno
Sensibilidade de flor carmim
Exprimindo alegria de viver… benigno
Centelha de calor… assim
Da época de Verão desígnio
Paula Olim
 Nome luminoso, divodigno
Mãe extremosa, outrossim
Natureza de reconfortante badalar de sino
Brilhante ainda, que fosse em Benim
 Mulher hino
Pensamento de amor de Berlim
Flor, amor de felinos mitológicos…  destino
Paula Olim
Deusa do lar de beleza e tino
Paula Olim

Daniel Costa

terça-feira, 31 de outubro de 2017

POEMA MERIDIANO DO AMOR

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MERIDIANO DO AMOR

Meridiano do amor
Do céu escolhi a estrela
Olho para ela com ardor
Olho-a como aguarela
De brilho encantador
De encantada Cinderela
Meridiano do amor
Saborosa macieza de avelã
Doçura de primor
Ternura de capela
Adorável beleza interior
Tenor de zarzuela
Meridiano do amor
Encantada donzela
Anjo madrugador
Arcanjo de beleza de tela
Amo-a com carinho de vigor
Velo-a como fora sentinela
Meridiano do amor

Daniel Costa

sábado, 14 de outubro de 2017

POEMA ANJO DELICADO


Foto de Daniel Cordeiro Costa.
ANJO DELICADO

Anjo delicado
Passadeira aveludada
Bordada a prateado
Eternidade sagrada
Reluzente pontificado
Bastão de jornada
Anjo delicado
Sorriso de fada
 Levemente amendoado
Veste doirada
Pela humanidade apaixonado
Serenidade gravada
Anjo delicado
Missão programada
Teor apurpurado
De coros rodeada
Terno bailado
Bondade declarada
Anjo delicado

Daniel Costa

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

POEMA A ÚLTIMA ENGUIA


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A ÚLTIMA ENGUIA

A última enguia
A conhecer o cabaço
Eça da exéquia
Fim reprodutivo baço
Poço de pequena fasquia
Reprodução no espaço
Verdadeira relíquia
Na courela do pedaço
O poço servia de lavandaria
A então límpida água, o esboço
Transportada, na horta evoluía,
No cabaço, como maquia
Viajava a água como em saco
Representava grito de aleluia
Um grito em traço
Quando havia despejo, surgia guia
Cardápio – ricaço
Almoço: caldeira de enguia
Acabou no cabaço, naquele dia
A história da última enguia

Daniel Costa

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

POEMA AS TRÊS GRAÇAS


Pintura de Paul Peter Rubens

Pintura de Carl Van Loo

AS TRÊS GRAÇAS

As três graças
Adoptadas pela mitologia
Da literatura peitaças
Da filosofia axiologia
Ética de pintores… suas praças
Douradas escatologias
Gregas senhoraças
Deusas da iconologia
As Três Graças
Do antigo grego lexicografia
Cárites linhaças
Tália, a das flores, teologia
Eufrosina, a das alegrias, taças
Aglaia, a da claridade, antologia
Harmonias; couraças
Sociologia em Antologia
As Três Graças…
As cárites da grega mitologia

Daniel Costa

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

POEMA FERNANDO PESSOA - O PRÍNCIPE DOS POETAS

Foto de Daniel Cordeiro Costa.

Foto de Daniel Cordeiro Costa.
Foto de Daniel Cordeiro Costa.

FERNANDO PESSOA - PRÍNCIPE DOS POETAS

Fernando Pessoa – príncipe dos poetas
Prosador e pensador periodísta
Genialidade em linhas indirectas
Prosa em revista, já tornada biblista
Comércio e Contabilidade, como baquetas
Ao cunhado, Francisco Caetano Dias, altruísta
Desde 1926, em seis números, cadernetas
1968, pela primeira vez, à vista, houve copista
A efémera Cinevoz, integralmente, fez soar as trombetas
Agência de Publicidade, modernista
O sobrinho Eduardo Freitas da Costa… facetas
Coordenou a junção em livro, tornando-o purista
Em virtude de, entre o comércio a cultura, haver pipetas
O certo é que a cultura poética é sempre humanista
Fernando Pessoa, na sua cultura, imaginou em linhas directas
 livro TEXTOS PARA DIRiGENTES DE EMPRESAS ametista
Fernando Pessoa – Príncipe dos poetas

Daniel Costa