sexta-feira, 18 de agosto de 2017

POEMA VARANDA DAS PALMEIRAS



Foto de Daniel Cordeiro Costa.
Foto de Daniel Cordeiro Costa.

VARANDA DAS PALMEIRAS

Varanda das Palmeiras
Recordando as ditas
A quinta e suas amoreiras
As belezas sauditas
As festas costumeiras
Dos Santos Populares catitas
Varanda das Palmeiras
Meio século passado, hoje descritas
Mais as belas e exímias bailadeiras
Arrais cosmopolitas
Parecendo terreiros ou eiras
Até há meio século, sestas de jesuítas
 Varanda das Palmeiras
Apresentavam-se belas e infinitas
Já não se vêm, nem nas beiras
Muitos não as recordam – senhoritas
As palmeiras, plantas costumeiras
Lembranças… as recordam favoritas
Varanda das Palmeiras
- As verdes… palmeiras!...

Daniel Costa

terça-feira, 15 de agosto de 2017

POEMA O JOGO DA BOLA DE PAU

Foto de Daniel Cordeiro Costa.

Imagem de recorte de jornal, do meu arquivo pessoal

Foto de Daniel Cordeiro Costa.

O JOGO DA BOLA DE PAU

O jogo da bola de pau
Papa João Paulo I (primeiro)
Referência biográfica de baú
De praticante cimeiro
A história constrói-se de pormenores de nau
Tudo tem início de ”fúria” de romeiro
O jogo da bola de pau
Um futuro Papa foi parceiro
Faz deduzir que a Santa Madre inventou o sarau
Porquanto era a igreja detentora do espaço domingueiro
Por leilão alugava por dinheiro, por cacau
Na Estação de Verão, no tempo festivaleiro
Jogo da bola de pau
 Finar-se coube  a alguém, com mãos jornaleiro
De jorna, para contar a história… a história do xau
Ano de mil novecentos e sessenta e sete, o derradeiro
O campo da singular bola ainda ficou, como a referência a Menelau
A barreira junto ao primitivo cemitério também fez de ulmeiro
Jogo da bola de pau
A lage específica, com rodado de carro de bois rachou, archoteiro
A lage, era peça fundamental, além dos palitos, do barato, era vau
Banca do banqueiro, o que recebia, e ao vencedor atribuía o dinheiro
Os últimos jogadores foram o Abílio, o guarda Alves, não havia o Nicolau
Barbaceca, Gil, Zé Lora, Zé Geada, e eu, banqueiro
Jogo da bola de pau
Guarda Piçarra, Trabulento e o meu parceiro,
Jogo da bola de pau
A recordar, com o Papa João Paulo I (primeiro)
Jogo de bola de pau

Daniel Costa




domingo, 13 de agosto de 2017

POEMA FLOR DE BELEZA DIVINA

Foto de Daniel Cordeiro Costa.



FLOR DE BELEZA DIVINA  

Flor de beleza divina
Baloiçando no jardim,
No jardim da campina
Acenando com frenesim
Desejo de mulher menina
Estrela, jeito de arlequim
Flor de beleza divina
Desejo de querubim
Drapejando como bailarina
Brancura de flor de jasmim
Elegância de flausina
Candura de anjo serafim
Flor de beleza divina
Promessa de benjamim
Brilho de lamparina
Sorriso de oiro e carmim
Bamboleio fixando a retina
Promessa de galarim
Flor de beleza divina

Daniel Costa
  

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

POEMA A ESPERANÇA É SEMPRE NOVA


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A ESPERANÇA É SEMPRE NOVA

A esperança é sempre nova
Jamais se deve perder a esperança
 A toda hora, a cada dia se renova
Será sempre bem - aventurança
Sentir o dom que compraz e inova
O dom do prazer, da perseverança
A esperança é sempre nova
Orgulho que toma e se balança
O estímulo que a comprova
Amor, bonança e confiança
A esperança sempre será trova
Espelho de vida de temperança
A esperança é sempre nova
Do querer, do desejo, é alavanca
Esperança se balança como prova
De se poder viver sempre em mudança
É vida, é prova e contraprova
E rota de bem - estar em segurança
A esperança é sempre nova

Daniel Costa

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

POEMA TEMPORALIDADE DA VIDA

Foto de Literartura.

TEMPORALIDADE DA VIDA

Temporalidade da vida
Amor de eternidade
Alma de calor provida,
Alma de espiritualidade
 Majestade em crisálida
Temperamental afinidade
Temporalidade da vida,
Amor de eternidade
Felicidade de ermida
Amor de apostolicidade
Encantatória margarida
Alvura de autenticidade
Temporalidade da vida
Amor de eternidade
Terra prometida
Ecos de co - eternidade
Gozosa dádiva
Espiritual conexidade
Temporalidade da vida,
Amor de eternidade

Daniel Costa

domingo, 30 de julho de 2017

POEMA PALAVRAS DE CRUELDADE MENTAL

Foto de Literartura.

PALAVRAS DE CRUELDADE MENTAL

Palavras de crueldade mental
Verdadeira projecção de insanidade
Bipolar crueldade comportamental
Criação de cenários de animosidade
Sem vislumbre de sentido parental
Nada a fazer prever, incomodidade
Criação do incomum incidental
 Mau uso e insana liberdade
Palavras de crueldade mental
Quando se procura autenticidade
Purgatório insalubre ambiental
Sufrágio incomum… avessidade
Delírio de fel temperamental
 Imaginativa culpabilidade
Sombreado amoral
Lamentável deformidade
Palavras de crueldade mental,
Mental e crítica desonestidade

Daniel Costa

terça-feira, 25 de julho de 2017

POEMA VETUSTA CIDADE DE ÉVORA


Foto de Daniel Cordeiro Costa.

VETUSTA CIDADE ÉVORA

Vetusta cidade de Évora
Das ruínas do templo de Diana
Mitológica deusa de pandora
Da caça senhorial romana
Figuração de silvestre amora
Da Praça do Girado hossana
Conjunto que a vista namora
Como se fosse atingido o nirvana
Vetusta cidade de Évora
De meus encantos – soberana
Cidade viva e sonhadora
Burgo de imperatriz sultana
As cantarias, falam de outrora
De outras épocas, até da pretoriana
Também da centenária trovadora
O sol do teu Alentejo foi a tua persiana
Vetusta cidade de Évora
Princesa paisana

Daniel Costa
(Poema e fotos)