quarta-feira, 1 de junho de 2011

POEMA OS RIIOS CORREM PARA O MAR



O RIOS CORREM PARA O MAR

Um a dia dormia a sonhar
Estava só numa floresta
Não tinha quem amar
Era à beira dum rio, a jusante
Magiquei construir uma piroga
Para navegar até à praia num instante
O coração jamais deixou de bater e amar
Enquanto pensava só, recordei
Os rios correm para o mar
Ainda que estivesse distante
A uma praia haveria de ir parar
Raios de sol a torná-la brilhante
Um mar sereno, de tranquilidade
Na sua imensidão
Cheio de amenidade
O amor havia de encontrar
Na praia onde haveria a mulher
Com quem juras de amor havia de trocar
Estendidos na praia
Mar sereno à vista a testemunhar
Cheiro a maresia tonificante
Sonho lindo numa noite de luar
Teremos sempre os sonhos assim
As sonhadas ilusões não devem acabar
Enquanto os rios correrem
Os rios correm para o mar

Daniel Costa

segunda-feira, 30 de maio de 2011

POEMA GALÁXIA PARA AMAR



GALÁXIA PARA AMAR

Olhei a luz do luar
Sonhei e bastante meditei
Porque não encontrar uma galáxia para amar?
Então veio à mente
Suave e de mansinho, diria devagarinho
Depois num repente
Ocorreu-me a mitologia
Entre muitas figuras
Um Pégaso havia
Porque não recuperar o que teriam sido loucuras
Ainda nem se pensaria em Bartolomeu de Gusmão
Nem na sua Passarola Voadora na insistente procura
Menos no balão
Experiências continuaram
Até chegarmos à era do Foguetão
Sempre se amou
Se manteve o sonho e a ilusão
Podemos tentar chegar a outra galáxia
Onde possa haver novo amor de paixão
Vamos tornar mais alvo o amor
Onde se possa lutar por uma mais salutar união
Onde não haja perversidades
Onde chegue o luar da satisfação
Para todas as idades
Tentemos aceder a outra galáxia
Talvez cruzar o espiritismo
Lutemos pelo sonho de um mundo recto
Evitemos o abismo
Um mundo sensato e melhor,
Sonho de amor e não lirismo
Colonizar outra galáxia
Sonhos de amor ainda que num mundo do espiritismo

Daniel Costa


sexta-feira, 27 de maio de 2011

POEMA FESTA DA VIDA

     

FESTA DA VIDA

Com mente honesta
Jamais tenhamos receios
A vida vivida é uma festa
Festa da vida como em recreios
Queria contar esta
Completo, a vinte e seis de Junho de 2010, dez anos
Perguntarão: Como?
Responderei: Não há enganos
Faço-os na minha segunda encarnação
Já que serei das almas raras
A ter neste século uma ascensão
Adoro a vida
Aconteceu milagre, devo ter ainda uma missão
Sempre procurei a verdade
Sem maldade, terei nascido para criar desunião
Assim parece, será o meu optimismo
A estabelecer a desunião?
Não haverá rotura com o pessimismo?
Nos meus novos dez anos
Um milagre, não devia suscitar humanismo?
Apesar de tudo, sempre darei graças à vida
Não criei o abismo
Mas se nunca estive triste
Também nunca vivi de lirismo
Quem não deseja amar
Participar do meu grau de optimismo
Me deseje todo o mal do mundo
Poderá contribuir
Para um gosto de viver mais profundo
Amar sempre a humanidade, o universo
Aceito o desafio, a minha glória será essa
Deixar passar um modo perverso
Uma mentalidade complexa
Dez anos mais, a irmã morte me concedeu
Agradecerei, minha glória será sempre expressa
Viverei, não abdico do meu eu
Enquanto a vida me for consentida
Os deuses deram-me segunda oportunidade
De os louvar com a festa da vida
Viverei com fraternidade

Daniel Costa


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quinta-feira, 26 de maio de 2011

POEMA TRAGICOMÉDIA


TRAGICOMÉDIA

Há quem faça da vida tragédia
Passa por ela como por uma desgraça
Porque não inventar dela uma tragicomédia
A magia até tem graça
Vivamos com amor e tranquilidade
Alguma cena ruim com o tempo passa
Se a olharmos mais como tragicomédia
Momentos haverá que a vemos como ave que esvoaça
Olhem: Ali anda ela despreocupada em círculos
Vejam a sua sensatez cheia de graça
Reparando bem, a vida é híbrida
Como uma tragicomédia que em representação passa
A hibridez a tornará menos insípida
Como actores saibamos esperar os momentos de graça
Viver é como fazer parte de uma peça
Há que ter de esperar a deixa da viragem
Que o actor nunca se esqueça
Saber viver não é adiar a boa aragem
Lutar para que o bom lance aconteça
Não é esperar sentado
A lamentar a ausência
Olhando a miragem do rei desejado
Tragicomédia
Se a soubermos interpretar
Saberemos integrar o tempo de comédia
A vida terá muito de indómito
Saibamos vivê-la sem a ver como tragédia
Que seja dura e de passos ruins enfim
Terminará sempre em comédia

Daniel Costa

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

POEMA NOSTAGIA II


POEMA NOTALGIA II

Recordar poderá trazer prazer
Nostalgia o gosto pelo passado
Recordar, dizem ser viver
Se este em, certos lances foi amado
De nostalgia não se vive
Pode apenas configurar período doirado
Espaço de tempo feliz
Na vida que desejamos longa foi adorado
Podemos ao recordar, sentir a ligeireza da nostalgia
Enquanto olhamos em frente
Com o olhar fixo neste mesmo dia
A nostalgia é, passado vivamos o presente
Registemos histórias
O amor sempre atento
Sempre aprendendo, guardando memórias
Olhemos as novas gerações
Como nos ensinam!
A movimentar botões
De repente a vida vai deslizando
Como uma imagem de magia
Vivendo a fazer tributo à vida
Recordar com um pouco de nostalgia
Sem pensar regressar ao passado
Usemos a moderna magia
Ser de natureza nostálgica
Jamais gostaria
O mundo gira e avança
Entremos no que os deuses criaram novo
Encontremos alegria na moderna dança
Sempre alegres e contentes
Confiantes e com esperança

Daniel Costa

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sábado, 21 de maio de 2011

POEMA VIELAS


FOTO: Internet

FOTO: Daniel Costa

POEMA VIELAS
Saíram das velhas vielas afinal
Os anónimos marinheiros
Viajaram em caravelas por sinal
Nessas cascas de noz
Desvendaram o mundo, enalteceram Portugal
Comandados por muitos nomes sonantes
Homens de fibra sem igual
Vasco da Gama e muitos mais
Cito aquele que aportou ao Brasil, Alvares Cabral
Não esqueço Fernão de Magalhães
Toda uma gesta de grandes navegadores
Em majestosos versos evocados por Camões
Não esqueço Fernão Mendes Pinto
Um homem de aventura e talento que legou às gerações
A sua capacidade de lutar pela sobrevivência
Deviam sempre vivificar como grandes lições
As vielas continuam à beira Tejo
Para manterem as ilusões
Das riquezas que tivemos ensejo
Actualmente criaram-se outras vielas
Na cidade que já foi capital do mundo
Jamais tiveram brilho as novas sentinelas
Por onde viajámos havendo excepções
Teremos esgotado o valor das vielas
Ficou um mundo de decepções
Não tenhamos medo das verdades
Que a muitos parecem papões
Quem tem medo dela é porque mentiu
Faça-se justiça, parem com chavões
Não só evoquemos grandes nomes
Havemos de ter sonho e talento, não vivamos de ilusões
Vamos de novo engrandecer o país
Sem mediocridades, demos de novo a lição
Com justiça, ajudemos a criar um universo grandioso
Onde tudo possa amar como irmão

Daniel Costa

sexta-feira, 20 de maio de 2011

POEMA SINDROMA DAS DECÁDAS



SINDROMA DAS DÉCADAS

Períodos indelevelmente vincados
Analisando por etapas, por décadas
Anos zero apareceram marcados
O zero transacto não é desejável a ninguém
Numa aventura inédita saltei a uma segunda encarnação
Consegui regressar do além
Estou assim na idade de dez anos apenas
Apesar da proeza, desejo amar o mundo sem desdém
Vivendo o sindroma dos meus períodos de décadas
Sempre me senti muito bem
Nas centenas de trabalhos
Em que utilizei inúmeras ferramentas
A começar por foices e enxadas
Esses jamais foram tormentos
Mesmo quando passei o tijolo ou a pedra lascada
Sonhei sempre e mantive o sonho
De breve conhecer a terra já arada
Sindromas das décadas
Alguns períodos podem parecem abismo
Prevaleceram e continuam os sonhos
Mente de eterno optimismo
Por amor do mundo, por esse amor profundo
Não navego por mares de tibieza, luto por realismo
Serei menos bem compreendido
Isso jamais me afecta
A capacidade de luta teve sempre sentido
Apesar do sindroma das décadas
O que desejo da vida está bem definido
Adoro esta, que amo a fundo
Lutar por mim, é ardor não um fim
Desejo sempre poder dizer: amo todo o mundo
Adoro viver assim

Daniel Costa