POEMA FÉ
À fé de quem sou
Morar em Lisboa
A minha alma imaginou
Não era devaneio, era sonho
Acontecerá sempre o que sonhou
A fé será sempre uma tábua
Que nos livrará
De mal, de qualquer mágoa
O que sonhamos com fé
Acontecerá, com a pureza da água
Se sonhamos sem fé pura
Podemos esperar
Uma vida de amargura
A fé do sonho
Livrará do pesadelo
É a procura da pureza
Como se fora um modelo
Ter fé, viver a sonhar
Será viver a construir com fervor
Viver um sonho de amar
Sonhar com amor
Sonhei com a vida de Lisboa
Um dia cá cheguei
Não foi à toa
Diria até que programei
Ter fé importa
Ainda que vivamos alguma agrura
Um dia a doçura bate-nos à porta
Cá estou na minha sonhada Lisboa
Junto ao Tejo
O belo Rio, que mirou vielas, o da canoa
Que bem podia ser emblema
De proa
Daniel Costa




