domingo, 26 de junho de 2011

POEMA O QUE É A FELICIDADE?


 
O QUE É A FELICIDADE?

Pensar com serenidade
Não será parecido com indecisão
Deverá ser indício de felicidade
Que nunca se encontrará nas voltas que se dão
Está sempre já dentro de nós
Esse sonho de mansidão
Vou contar uma história que sorvi
Era rapaz, garoto então
Era uma vez um príncipe infeliz como nunca vi
O pai, rei de muitas riquezas sofria em vão
Chamado o melhor adivinho dali
Preconizou ao rei uma versão
Que o príncipe vestisse a camisa de um homem feliz
E o príncipe continuava na sua solidão
Reunindo os seus conselheiros, viram que seria difícil
Encontrar o homem feliz na ocasião
Então o rei enviou emissários por todo reino
Havia de haver alguém feliz na sua grande possessão
Muito correram os emissários
Andaram bastante, sempre em vão
Depois de se avistam com muitos, vários
Foi encontrado um pastor
Quase tão simples como os animais do rebanho
Portanto longe de ser um grande senhor
Perguntado se era feliz, então foi e disse:
A felicidade deve ser o meu único amor
O rei mandou oferecer em troca pela camisa
Um grande saco de dinheiro, um grande penhor
Vivo feliz cá no monte com o meu rebanho
Mas nunca usei tal peça de roupa senhor
Desde logo deduzi do amanho
A felicidade tem de estar dentro de nós
E devemos lutar sempre
Para que a felicidade nunca nos deixe falar a sós

Daniel Costa

quinta-feira, 23 de junho de 2011

POEMA CARQUEJA


CARQUEJA

Carqueja é nome de terra
Devido a um Serial Killer
Anda actualmente na berra
Nos anos cinquenta que a conheci
Miúdo, sempre por caminhos areentos
Entre pinhais e a corta mato várias vezes a vi
Aldeia do concelho da Lourinhã
Antes a mais isolada
Ficava muito chã
Não havia estrada
Havia algumas mulheres bonitas
Sempre a trabalhar na dureza do campo
Ali ganham cores rosadas e catitas
Do Serial Killer sabe-se onde morava e fazia covil
Sabe-se o nome das vítimas
Para os investigadores não é gentil
É evidente, sabia o que fazia
Dos despojos nada diz, o vil
Não tem o julgamento popular
Que na década de cinquenta, era uma razia
Era uma atracção da feira semanal da vila
As noticias de crimes que no pais havia
Eram entoados ao som de acordeão, como um perpetuado
Na vizinha freguesia da Moita do Ferreiros
Por um amante que matou o marido da pretendida mulher, o danado
O chamado folheto rezava assim:
“Ele pela amante foi levado
Mas antes de fazer o delito
Devia te pensado”
Outros tempos!,,,
A passar a corta mato pela Carqueja
Ia comprar pedras de cal branca ou cal almagra para eventos
Recordo o passar e mirar, a velhíssima árvore que me extasiava
Para caiar a casa nos sazonais tempos
Recordo os fornos de cozer a pedra calcária
Foram tempos simples, recordo-os como portentos
S. Bartolomeu
Actualmente com acréscimo dos Galegos
Pela aldeia da Carqueja que ficou na memória passei eu
Daniel Costa

terça-feira, 21 de junho de 2011

POEMA MARIA MORENA



MARIA MORENA
 
Lá vai ela toda catita
Chamam-lhe Maria Morena
Reparem, é bonita!
Sempre bela, seu sorriso é de mulher serena
Mora na aldeia à beira mar
Aquela boa pequena
A brisa do mar fá-la ficar tisnada
Por isso lhe chamam Maria Morena
Vai sempre airosa, sempre bonita
Ajeitando a melena
Impecável no seu vestido de chita
Apenas muda de tecido para os dias de festa
Ajuda a mãe nas lides domésticas
Nota-se a sua frescura
Como nas flores amarelas das giestas
Seu semblante denota ternura
Mais azougada, quando sonha festas
Contudo demonstra candura
Quando rodopia nestas
No seu íntimo pode notar-se alvura
Quando um pretendente a namorado
A assedia, freme na altura
Porém diz não ser tempo de pretender ter amado
Prefere ainda o coração na brancura
Maria Morena
Deseja continuar amar
Ser apenas a boa pequena
Quantas vezes, à vista do mar
Se quedará a cismar ainda Maria Morena?

Daniel Costa

Abrir o lik para ouvir ovir e ver o fado em São Paulo

http://www.youtube.com/watch?v=Q_6y5RVd9WE

domingo, 19 de junho de 2011

POEMA À BEIRA MAR

Foto: Daniel Costa


À BEIRA MAR

Na falésia à beira mar
Medito e descanso
Na frente o mar infinito como um altar
Ali estou num remanso
Acordo da letargia
Desço à praia
Findou o descanso
Vagueei sempre de atalaia
Num olhar, como se fosse de vigia
Olhando as belas que são
Sorvendo o fresco da maresia
E o bronzeado que lhes traz o sol
Com o iodo de todo o dia
Numa tranquilidade, como se empata o anzol
Olhava e fixava como se acalmasse fobia
Enquanto mergulhava e boiava
Uma mulher muito bela sorria
Sorriso bonito para mim
Dum jeito como se fora
Canção de Vinicius, Nara, ou Jobim
Estava só, estaria louco?
Parecia uma sereia
Olhei mais um pouco
Estava encantado
Teria ficado mesmo louco?
Não estaria a ser catrapiscado?
Se me dispunha a olhar
Desejaria ser olhado
Porém tinha a namorada
Do outro lado
Não procurava amada
Adorava enfim
Que uma mulher à beira mar
Sorrisse para mim

Daniel Costa

quinta-feira, 16 de junho de 2011

POEMA MORENA CATRAIA

 
MORENA CATRAIA

Vejo-te como uma lua azul
Cuja terá brilho reluzente
A lua pode esquecer o norte e o sul
Passar de nascente para poente
Imagino-te morena
Mulher bela de alma atraente
Onde andas pequena?
Quero que sejas de estado azul
Dum azul reluzente
Porque te imagino mais a sul
Nunca a poente
Serás minha catraia morena
Amo imaginar a tua delicada mente
Pôr-me a pensar seres uma doce pequena
Que vagueia pelo meu universo
Catraia morena
Estarei no eu inverso?
Porém quero-te muito… pequena
Desejo, imploro e peço
Desejo vogar rumo em tua direcção
Ainda que seja
Num batel de ficção
Se for necessário provar
Embarco mesmo em foguetão
Gostar de te amar
Não é ilusão
Estou pronto a chegar
Provar o amor com devoção
Que seja por toda a vida
Com emoção e contemplativa paixão

Daniel Costa


terça-feira, 14 de junho de 2011

POEMA SONHOS DE AMOR


SONHOS DE AMOR

Uma vida a sonhar
A viver sonhos de amor
Deveria ser a seriedade de amar
Vida de optimismo, mas dura
Ainda assim é possível idolatrar
Sentir o amor como questão pura
Sentir amor com fervor
Oh!... Vida confesso
Tens sido ingrata no desejo desse amor
Aquele que persigo
Que me considero merecedor
A perfeição, nem de perto consegui
Porquê Senhor?
Que pecado cometi?
Para não ser premiado por um intenso amor?
O que sempre desejei
Com intensidade e fervor?
Pecados todos têm, eu sei
A vida não é de todo segura
Mas se eu sempre Te amei!
Conservo intenso amor no meu ser
Que mais pecados expiarei?
Que mais tenho de bom a fazer?
Que não peco, nunca direi
Por um amor feliz
Toda a vida, lutarei
Ainda que não seja ouvido
Até à morte amarei

Daniel Costa


domingo, 12 de junho de 2011

POEMA SANDRA


SANDRA

Quem por São Paulo passa
Da cidade brasileira admira a grandeza
Pode encontrar uma ave que esvoaça
Pode aparecer em forma de mulher
É a Sandra com o seu sorriso cheio de graça
Quando ela passa a sua figura
A sua felicidade exala chalaça
Muitas mulheres assim
Fariam a cidade dos amores
Fariam dela um jardim
Grandioso cheio do encanto das flores
A Sandra que se diz cheia anseios
Indefinida, como qualquer
Tem sonhos e talvez devaneios
Não só com os seus é sociável
Gostando de pertencer a grupos
Onde se apresenta uma Sandra afável
Além dos filhos exerce formação
Com o seu bonito sorriso
Será agradável cada lição
A sua poesia reflecte
Como será com a Sandra ter laços de união
Nunca mostra tristeza
Sempre ares de interesse
Sandra, da sua alma sai beleza
É assim que imagino a Sandra Botelho conhecer
Poetisa no mesmo mundo
Num mundo onde se procura confraternizar e viver
Com doçuras como a da Sandra
Devo dizer

Daniel Costa